domingo, 4 de dezembro de 2011

Quando o amor sufoca

Quando o amor sufoca


Muitos chegam a viver a vida do outro se esquecendo de si


O amor é importante para todo ser humano. O problema é que muitas pessoas não conseguem dosá-lo e acabam sufocando a pessoa amada. Tudo o que ela faz depende da aprovação do parceiro ou ele deve estar inserido. Tão dependente, ela quer viver a vida do outro se esquecendo de si mesma.

A psicóloga Aline Cataldi, mestre em saúde mental (UFRJ), afirma que codependência afetiva é quando pessoas desenvolvem dependência doentia por um relacionamento ou parceiro. E ressalta que “amar demais” e codependência são sinônimos. “A pessoa dependente está sempre preocupada com o que o outro vai pensar, achar e está sempre ‘em função de’”.

“Amar demais deixa de ser saudável quando a pessoa persiste num relacionamento inacessível, insensato e mesmo assim ela é incapaz de rompê-lo”, enfatiza.

A especialista destaca algumas características de relações sufocantes. “A pessoa ‘sufoca’ o parceiro com crises de ciúmes, fica ‘grudenta’, dependente, tenta controlar em excesso e, principalmente, tenta viver a vida do outro, esquecendo da sua própria vida, seus objetivos, seus verdadeiros valores.”

“Amar demais é um fenômeno feminino. As mulheres, devido a fatores biológicos e culturais, apresentam uma tendência a se tornarem obcecadas por um relacionamento. Os homens têm uma maior tendência a tornarem-se obcecados por trabalho, hobbies, esportes, álcool e outras drogas”, esclarece a psicóloga.

De acordo com Cataldi, para se recuperar a pessoa tem que começar a cuidar de sua autoestima, aceitar sua realidade e mudar hábitos e padrões de comportamento. “Ela deve começar a estabelecer, aos outros, limites apropriados, deve parar de tentar controlar. A recuperação deve passar a ser a prioridade de sua vida, seus problemas e defeitos devem ser enfrentados.”

“A pessoa, quando recuperada, passa a se aceitar completamente, passa a ter amor, consideração e respeito por si mesma. Passa a aceitar os outros como eles são, sem tentar modificá-los para satisfazer suas necessidades; cuida de cada aspecto de si (valores, crenças, aparência, interesses, corpo, realizações); e começa a valorizar a estabilidade e a serenidade acima de tudo”, finaliza a especialista.



Por Tatiana Alves
Fonte terapia.arcauniversal


Lentes de contato 3D


A nova geração projeta imagens na frente do usuário

Por Eduardo Prestes
eduardo.prestes@arcauniversal.com

Imagine lentes de contato capazes de projetar imagens na frente do usuário. Este fato está mais perto da realidade do que se pensa, depois que cientistas das Universidades de Washington, nos Estados Unidos, e de Aalto, na Finlândia, testaram com sucesso o aparelho em animais. Os pesquisadores responsáveis por desenvolver a lente biônica dizem que os primeiros testes, realizados em coelhos, não registraram efeitos adversos evidentes da invenção.
A tecnologia permitiria a leitura de textos, como emails, por meio de projeções holográficas, assim como o aperfeiçoamento da visão através de imagens geradas por computador. Incrementada através da implantação de centenas de pixels – o menor elemento de uma imagem digital –, a nova geração de lentes poderia ser usada por motoristas para ver mapas através de realidade virtual, ou checar a velocidade do carro projetada no para-brisa.
Os cientistas afirmam que há uma série de possibilidades nas quais as lentes poderiam ser utilizadas, como elevar o mundo virtual de um videogame a um nível totalmente novo. Os instrumentos podem ser conectados a biossensores no corpo do usuário e prover informações, por exemplo, sobre o nível de açúcar no sangue.
Em relação ao protótipo, o produto final ainda precisa ser aperfeiçoado. Atualmente, a lente só funciona em um raio de poucos centímetros da bateria sem fio. Apesar das limitações, os pesquisadores reforçaram seu otimismo em relação ao experimento em um artigo na revista científica Journal of Micromechanics and Microengineering.
O coordenador das pesquisas, o professor Babak Praviz, disse que o grupo já conseguiu superar um importante obstáculo, ao adaptar a lente para permitir que o olho humano focalize objetos gerados na sua superfície: “Normalmente, conseguimos ver com clareza apenas os objetos localizados a vários centímetros de distância. O próximo passo é acrescentar textos pré-determinados nas lentes de contato", disse o cientista.

Sergio Lopes - O Amigo / Sonhos

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